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Oct 23, 2012

Alice Subterrânea ganhou um Jabuti







Do original

Lewis Carroll
Alice's Adventures under Ground
Oxford, 1862-864


Apresentamos

Lewis Carroll
Aventuras de Alice no Subterrâneo
São Paulo, 2011
 
Lewis Carroll


Adriana Peliano





 
 
ADRIANA PELIANO recebeu o terceiro prêmio na categoria “PROJETO GRÁFICO” no PREMIO JABUTI 2012. 

The 54th annual Jabuti ("Tortoise") awards from the Câmara Brasileira do Livro (Brazilian Book Guild), honoring excellence in Brazilian literature and publishing, announced their 2012 awards yesterday. I am very pleased to say that my book Aventuras de Alice no Subterrâneo (Alice's Adventures under Ground) by Editora Scipione took third place in the Projeto Gráfico (Graphic Design, 28) category.




Concepção, tipografia e tradução:
Adriana Peliano 

Tradução dos poemas:

Myriam Ávila

Editora:

Scipione





O manuscrito original de “Alice’s adventures under Ground” (Aventuras de Alice no Subterrâneo, 1862-1864) foi criado como um presente de amor de Lewis Carroll para sua musa e companheira de viagens Alice Liddell. Ele foi dedicado a ela como “Um presente de Natal para uma Criança Querida em Memória de um Dia de Verão”. A estória surgiu de outra estória (passeio de barco, 1862), deu origem a uma outra estória (Alice no País das Maravilhas, 1865), que deu origem a uma outra estória (Nursery Alice, 1890), num excêntrico e "interminável conto de fadas".  


Ao recriar o manuscrito em português minha idéia era aproximar o resultado o máximo possível do objeto original. Para isso o design deveria parecer quase imperceptível. Desafios, incertezas, descobertas, riscos e surpresas, o estranho e a delicadeza viajam entre os silêncios desenhados no olhar de uma menina. A letra de mão do autor foi recriada como se Lewis Carroll tivesse escrito o manuscrito em português para cada um de nós. Na tradução do texto busquei alimentar as palavras com a alegria e a curiosidade de ler uma estória sempre pela primeira vez. 


Posso até dizer que devo compartilhar esse prêmio com Lewis Carroll. Dedico esse livro a ele, à Alice Liddell, a um passeio de barco, a todas as Alices e coelhos do mundo, mas acima de tudo a força e a magia de um encontro. 


A beleza desse pequeno livro é visível mas também invisível. Ela sopra no limiar de um sonho dentro de um sonho, suspira segredos para o coração e à noite convida as figuras do livro para brincar de lógica, faz de conta e de nonsense.


 O manuscrito original de Alice traz o chamado para o desconhecido e a descoberta da transformação. Com um livro em suas mãos cada um se torna também uma Alice, ao mesmo tempo única e múltipla. Nessa viagem o livro nos oferece a possibilidade de dar presentes para dentro de nós mesmos e também nos convidar para a grande aventura de viver.





On the last page of the original manuscript, Dodgson had stuck an oval photograph of Alice Liddell. 
An American Carroll expert, Morton N. Cohen, 
discovered that beneath the photograph lay a drawing of Alice from Carroll.


The original manuscript of Alice’s Adventures under Ground (1862-1864) was created as a present from Lewis Carroll to his muse and “travel companion,” Alice Liddell. This love- offering was dedicated to her as “a Christmas gift to a dear child in memory of a summer day.” That story (Under Ground) came from another story (the boat trip) and would be the origin of another story (Alice’s Adventures in Wonderland) that would be the origin of yet another story (The Nursery Alice), in one eccentric and “interminable fairy tale.” 

When I decided to recreate the manuscript in Portuguese, I intended to have it be as close as possible to the original object. In doing that I looked for a design that would seem almost imperceptibly different. The pictures, conversations, discoveries, doubts, surprises, obstacles, the strangeness and the delicacy, all came from Lewis Carroll’s original. His handwriting was recreated as if he had written the book in Portuguese for each one of us. In the translation I intended to imbue the words with happiness and invoke curiosity, to read the book as if for the first time. 

I can even say that I share this prize with Lewis Carroll. This graceful book is a gift dedicated to him, to Alice Liddell, to a boat trip, to all Alices and rabbits in the world, but mainly, to the strength and magic from an encounter. 

The beauty of this book is both visible and invisible. It breathes in the realm of a dream inside a dream, whispering secrets to our hearts, and during the night inviting the pictures to come out of the book to play with logic, nonsense and make-believe. 

It brings a call to the unknown and the recognition of the nature of transformation. With the book in our hands each of us becomes an Alice, at the same time unique and plural. In this homage we call forth from the original the possibility of giving a gift from our inner lands that is also an invitation for the great adventure that is to live. 


under Ground Alice in the blog of 
Lewis Carroll Society of North America





Sep 22, 2012

Aventuras da Alice Subterrânea





"Mas o fato de terem nascido diante da exigente plateia das três meninas, numa tarde em que tudo – a natureza em paz, a corrente tranquila do rio, o ritmo das remadas e o bom humor dos excursionistas – conspirava para a expressão despreocupada das mais loucas fantasias, foi certamente decisivo para o casamento entre os jogos de linguagem que atraíam o professor de lógica Dodgson e a magia da visão infantil que ele conseguia compartilhar com a pequena Alice."
Myriam Ávila

AS AVENTURAS DE ALICE NO SUBTERRÂNEO


Essa é uma tradução para o português do manuscrito original Alice's adventures under Ground   (Aventuras de Alice no Subterrâneo, 1862 - 1864) que originaram as inesquecíveis Aventuras de Alice no País das Maravilhas [1865]. Hoje é amplamente conhecido o fato de que esse “interminável conto de fadas” foi contado por Lewis Carroll durante um longo passeio de barco com as irmãs Liddell, Alice, Edith e Lorina e o reverendo Duckworth, em 4 de julho de 1862, nos arredores de Oxford onde eles viviam. Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que ele deu para essa Alice real, um manuscrito ilustrado por ele mesmo no natal de 1864. Dedicado como “Um presente de Natal para uma criança querida em memória de um dia de verão”, ele se tornou uma ligação importante para os estudos de Alice. Conectando a vida e a arte, ele nos oferece também a chance de acompanhar o processo criativo do autor, além da possibilidade de compreender melhor como a versão final da estória foi influenciada pelo relacionamento de Charles Dodgson (verdadeiro nome de Lewis Carroll) [1832-1898] com Alice Liddell.

Durante aquele período Carroll começou a preparar uma nova versão das aventuras de Alice para ser publicada, seguindo o conselho de alguns amigos. Nesse processo a estória original foi estendida e também modificada em vários aspectos. Novos poemas, capítulos e personagens foram incluídos e um novo texto, mais complexo e sofisticado, foi publicado em Londres pela Macmillian, dois anos após aquela famosa “tarde dourada”. Alice no País das Maravilhas foi então ilustrada por um famoso ilustrador da época: John Tenniel [1820-1914]. Suas ilustrações se tornaram clássicas, consideradas por muitos como inseparáveis do livro, mesmo que esse tenha sido um dos livros mais ilustrados de todos os tempos, seguindo a sugestão de Alice no início da estória: “De que serve um livro sem figuras e nem diálogos?”

As ilustrações de Carroll e sua letra de mão foram preservadas nessa tradução. Eu pretendia com isso preservar o charme e as peculiaridades do original que seriam perdidos com uma tipografia e um design convencionais. A tradução do texto buscou se aproximar da espontaneidade de um presente para uma criança especial, e a tradução dos poemas por Myriam Ávila são incríveis em seu humor e nonsense. No posfácio Myriam conta a história do manuscrito e eu comento as ilustrações de Carroll. 


 Essa é uma replica de um dos mais maravilhosos presentes que uma menina já recebeu em seu “desaniversário”, uma carta de amor escrita não apenas para aquela que foi um dia considerada “ o ideal de menininha” por Lewis Carroll, mas à todas as Alices, lagartas, coelhos, grifos, tartarugas  e rainhas e tantos outros alicinados. Intenso convite para o fascinante universo de Alice/Carroll, que num dia especial mergulhou num poço profundo e ainda nos convida a mergulhar também.







Adriana Peliano no lançamento do livro foto no evento Carrollsday no SESC/MG.
fotos: Igor Marotti 



Download the ebook








Leia sobre a história desse projeto AQUI




Em 2012 o livro Aventuras de Alice no Subterrâneo recebeu o selo Altamente Recomendável, concedido anualmente pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. A FNLIJ é a principal entidade do país dedicada ao livro e à literatura infantojuvenil. Seus prêmios e seleções representam a chancela da crítica sobre a produção nacional e apoiam pais e educadores na escolha de títulos que promovam o desenvolvimento das crianças e dos jovens.​



Jul 18, 2012

Retroprojeções musicais no evento Carrollsday no SESC/MG em 4 de julho de 2012




Belo Horizonte
4 de julho de 2012
centenário do nascimento de Alice num passeio de barco...
Realização SESC Palladium 
Idealização Beatriz Mom




Fotos:  Igor Marotti / evento Carrollsday no SESC/MG



"Neste ano, o Carrollsday comemora os 150 anos do dia em que a história de Alice foi narrada pela primeira vez. Segundo pesquisadores, a história surgiu em um passeio de barco do matemático e escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson (sob o pseudônimo de Lewis Carroll) pelo Rio Tâmisa com as três irmãs: Lorina, de 13 anos, Edith, de 8, e Alice Liddell, de 10 anos, ocorrido em 1862. 

 Desta vez, a programação conta com o lançamento do livro de Adriana Peliano, pesquisadora e fundadora da Sociedade Lewis Carroll do Brasil, “Alice no subterrâneo”, além de trazer a BH a performance musical “Menina Sonho”, com a participação de Paulo Beto e Dayane Lacerda.(...)" 



 Leia mais no site do Sesc /  MG










Fotos:  Igor Marotti / evento Carrollsday no SESC/MG


Era uma vez um grupo performágico chamado Thumbelina retroprojeções musicais. Faziam parte do grupo três criaturas estranhas que se reuniam para contar estórias através de um jogo com palavras, músicas e figuras projetadas na parede por um antigo retroprojetor. Estórias encantadas, palavras coloridas, desenhos melodiosos e músicas perfumadas vindas de reinos distantes convidam você para brincar também. 

 Quando fui visitar uma exposição de ilustradores de Alice a muitos anos atrás, senti um puro encantamento. Sai de lá e me perguntei: - o que mais quero fazer na minha vida hoje? Ilustrar os livros de Alice. Viajante da metamorfose e da multiplicidade, menina que nasceu no rio, seus reflexos e paradoxos. Quem é você? Eu já nem sei dizer depois de ter me transformado tantas vezes de que acordei. As metamorfoses de Alice transbordam o livro e despertam meninas adormecidas em mim. Como essas meninas sonhos que transbordam as cores e sombras de um antigo retroprojetor.


MENINA SONHO


texto inpirado na obra de Lewis Carroll e Kurt Schwitters

as imagens são colagens a partir das ilustrações de Lewis Carroll e John Tenniel e das fotografias de meninas por Lewis Carroll

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