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May 10, 2016

Alice Through the Looking Glass Wonder Mirror by ASHLEY PINNICK

An AR Photobooth Through the Looking Glass As part of my work with Part IV, 
"I created a number of 2D and 3D assets for an augmented reality photo booth transforming visitors into characters for Disney's upcoming film Alice Through the Looking Glass. We designed the booth, the experience and the technology, improving upon already existing face tracking tech by adding support for real-time dynamic 3D props. Disney gave us a blank slate to work upon, and it was a collaborative effort between both the creative and technical teams to bring this project to realization, as there weren't off-the-shelf solutions for combining 2D facial mapping with head tracking for 3D props with accurate occlusion. "

continue at her site...


Jan 14, 2012

The Hunting of Alice in Seven Fits

Adriana Peliano



Caçando Alice em Sete Crises




Elena Kalis

Alice viaja através das artes visuais, das ilustrações vitorianas à arte contemporânea, passando pelo surrealismo, os filmes da Disney e as Gothic Lolitas. Nesse percurso surgem novas articulações entre texto e imagem que enfatizam a multiplicidade de leituras que a obra de Lewis Carroll abre caminho. Alice ganha vida própria nas tessituras da cultura, menina caleidoscópico, monstro fabuloso no labirinto da linguagem e da imaginação. Ao invés da pergunta “Quem é Alice?”, hoje existem caminhos que desbravam novas possibilidades do que Alice pode vir a ser.... Esse artigo é uma caça por Alice em suas metamorfoses e devires.

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RIO


Alice foi criada na barca do sonho, num espelho líquido, seguindo o movimento do desejo, da imaginação e da curiosidade. Nasceu sobre o rio com seus duplos e reflexos, na correnteza e na contra corrente, na geometria de risos e estranhos paradoxos. Um livro agente não lê; a gente se precipita nele. Ele está, a todo instante, em torno de nós. Sentada nas margens, Alice iria se perguntar: e de que serve um livro sem figuras e nem diálogos? Faz de conta que Alice tenha sido mesmo o livro mais ilustrado de todos os tempos. Isso nos mostra que continuamos respondendo a pergunta que Alice não fez: E de que serve um livro com figuras e com diálogos?


Elena Kalis


The Hunting of Alice in Seven Fits


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RIVER


Alice was raised on a ship of dreams, in a liquid looking-glass, following the currents of desire, imagination, and curiosity. She was born on a river, with its switchbacks and reflections, following and fighting the flow, in the geometry of laughter and strange paradoxes. We do not read a book; we dive into it. It surrounds us, constantly. Sitting on the bank, Alice would ask herself: and what is the use of a book without pictures and conversations? Alice has been perhaps the most illustrated book of all time. This shows that we continue to answer the question that Alice did not ask: and what is the use of a book with pictures and conversations?

continue...


found at still-she-haunts-me-phantomwise

Esse artigo foi publicado em:

This text appeared as an article in:

The Lewis Carroll Society of North America
Winter 2011 | Number 87 | Volume II Issue 17

 "Publicação científica digital  do grupo de pesquisa
 Produção literária e cultural para crianças e jovens da USP".

Foi também apresentado no evento "Um dia, Alice 2012"
  realizado na Casa das Rosas.




Nov 6, 2010

Fish footman

 

Kei Acedera & Bobby Chiu
 
 
Bobby Chiu
See more HERE
 
 
 
Tenniel illustration and one fragment of the Alice in Wonderland Window
 
 
This is one of my first collages made when I was 15 and has just known the existence of Max Ernst.
See the whole series HERE

Jun 24, 2010

Alice feminista

Mad-Hatter-Johnny-Depp-Circlism
Ben Heine

found HERE


Psychological and feminist analysis of Tim Burton's Alice.


Já contei por que não gostei da Alice do Tim Burton (AQUI e AQUI). Mas pedi também que quem tivesse gostado, contasse pra gente o que existia nesse outro lado do espelho que por algum motivo eu não conseguia enxergar. É muito bom que seja possível as pessoas terem visões tão diferentes de uma mesma obra, o que torna o mundo muito mais instigante e plural.

Encontrei essa crítica do filme do Tim Burton que faz uma análise psicológica feminista sobre a jornada de Alice rumo à sua maturidade e independência. A autora comenta o universo simbólico apresentado pelo filme de forma afetiva, fundamentada e sensível. Embora eu não reconheça o que ela diz no filme do Tim Burton, sua análise aponta aspectos muito relevantes do processo de crescimento da mulher, o que sem dúvida é essencial também na viagem de Alice pelo mundo dos sonhos, em seu inesgotável rito de passagem. Fiquei mais feliz ao ler esse texto, espero que vocês fiquem também.

Com vocês, Alice segundo a psicologia dialética por Adriana Tanese Nogueira AQUI

Acesse também o blog da psicóloga
AQUI

Jun 9, 2010

Os diálogos de Alice

Maria Zilda da Cunha e Nathália Xavier Thomáz



Fonte: revista SETE FIOS AQUI





E de que serve um livro sem figuras e nem diálogos? Esta frase é de Lewis Carroll, em uma de suas Alices. A questão que coloca reverbera em sua obra – dada a extrema iconicidade que ela atinge e a capacidade inusitada de estabelecimento de inúmeros diálogos. Instaurando-se na História e atravessando o ambiente tempório-espacial que o homem tece através da e na linguagem, Alice de Carroll acompanha tranquila e em múltiplos diálogos o advento de novas lógicas, novas geometrias, de novas fronteiras espaciais, novas físicas, novas matemáticas, de novas tecnologias e novas formas de relações sociais.

O hibridismo de gêneros e códigos, as referências e as contínuas operações intersemióticas, que permeiam a própria composição da obra, revelam uma mirada metalinguística, uma intensa consciência de linguagem, mesmo no interior do ato criativo. Esse processo ininterrupto de diálogo e de criação de signos – a que chamamos semiose – instalou-se na obra e faz de Alice no País das Maravilhas uns dos constructos ficcionais do século XIX com as mais fortes feições estéticas do século XXI.

Pensemos em uma personagem da qual não se tem a definição – Alice é menina, fada, bruxa, serpente, gigante, anã e monstro. Tudo e nada ao mesmo tempo. Relaciona-se com as mais inusitadas figuras e vivencia situações inesperadas. Alice é poder ser. Alice faz-se em formas de metamorfoses, modos de conexão, tal qual como um complexo diagrama da cadeia de pensamentos, e que ao fim e ao cabo, entre o risco e o rigor, em seu fluxo, enuncia e denuncia, por outro universo do absurdo, o absurdo de determinadas regras e valores instituídos por sistemas criados para regerem a vida do homem.



Lewis Carroll, em uma produção para crianças, arquiteta, a partir do nonsense e de paradoxos, caminhos labirínticos na justaposição de mundos entre o real e a fantasia. Os labirintos em Alice desestabilizam noções de tamanho, tempo, espaço e corrompem as molduras da lógica aristotélica; na esteira de Deleuze, destroem paradigmas esclerosados.

Alice é matéria literária, como diz Nelly Novaes Coelho, “mais ameaçadora que gratificante, ainda que procurem, ao longo do tempo, torná-la mais gratificante que no original”. Foi em 1862, durante um passeio no Tamisa, que o matemático e fotógrafo Charles Lutwidge Dodgson inventou uma história para entreter as filhas de um amigo, - Henry George Liddell, o deão do Chist Church – e utiliza como personagem principal uma das meninas. Em sua narrativa envolveu pessoas, situações e canções que permeavam a vida das crianças, tornando-as participantes ativas na tessitura da estória.

Três anos depois, cedendo a um pedido de Alice – a ouvinte-protagonista – Charles escreve a narrativa para dar a ela de presente. O autor acrescenta ao texto verbal algumas ilustrações feitas por ele mesmo e intitula a estória: Alice por baixo da terra ( Alice’s Adventures Underground).



Mais tarde, publicou o livro, com ilustrações de John Tenniel, com o novo título: Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland) e o faz sob o pseudônimo de Lewis Carroll.

Ao transferir-se para as folhas, que formaram o presente de Alice, e, posteriormente, o livro publicado em 1865, a estória sofreu um processo de adaptação, da narrativa oral para o suporte livresco. Portanto, pode-se dizer que foi o próprio Carroll quem começa o processo de releitura, revisitação, diálogo e reprodução de Alice no País das Maravilhas. Processo que foi realizado de maneira muito mais intensa com o advento da indústria cinematográfica.

Considerado “o primeiro grande nome da área do realismo maravilhoso dentro da literatura infantil moderna”, Alice exerceu uma enorme influência no imaginário da sociedade atual. Os ecos da obra continuam a reverberar nas produções culturais contemporâneas. Alice apresenta-se em inúmeras figuras e produtos, de desenho animado à personagem de vídeo-game, influenciando as criações midiáticas.



A primeira adaptação de Alice para o cinema foi realizada por Cecil Hepworth, em 1903, através de uma arte que começava a dar seus primeiros passos, sob grande influência do teatro e bastante vinculada a textos escritos para expressar as falas do cinema mudo. Depois deste primeiro trabalho, a estória foi revisitada muitas vezes pela linguagem cinematográfica.

Com certeza, a mais famosa até os dias de hoje é a animação de Walt Disney, lançada em 1951. Através da fantasia, do fantástico e do encantamento característicos das animações de Disney, a aventura de Alice ficou ainda mais popular. Algumas concessões foram feitas, muitas atenuações nos jogos propostos pelo nonsense do livro e, apesar de perder o caráter lúdico e crítico da obra original, a produção da Disney configura uma imagem que ainda ecoa no imaginário moderno.

Assistimos, este ano, a uma retomada do diálogo com Alice no País das Maravilhas pelos estúdios Walt Disney na produção de um filme dirigido por Tim Burton. A grande novidade é sua realização em 3D. A proposta desta versão – às vésperas do lançamento – é contar a estória de uma Alice adulta que retorna para o universo do nonsense carrolliano para ajudar as criaturas do País das Maravilhas.


O diálogo com a obra original já pode ser percebido pelas imagens divulgadas do filme. Observa-se a tentativa em criar uma estética tão desproporcional e absurda quanto à proposta pelo livro.

Como sabemos, o advento do 3D propõe uma nova forma de vivenciar a recepção cinematográfica, ao imergir o espectador na ação fílmica, altera formas de percepção visual. É possível que essa nova tecnologia possibilite outros modos de configurar os labirintos criados pela linguagem de Lewis Carroll, por meio de diagramas virtuais que operem de forma mais concreta e envolvente, no sentido de figurar, em outra materialidade, a arquitetura labiríntica da obra. No entanto, essas são apenas conjecturas; somente após a exibição e uma análise mais cuidadosa dessa nova versão, poderemos conferir se Alice ficou apenas mais gratificante ou se voltou a exercer seu papel ameaçador original.

Ao fim e ao cabo, é preciso lembrar: a estória de Alice estabeleceu diálogos com todas as formas de arte, num processo constante de atualização e revisitação. Há mais de 150 anos elementos dessa obra figuram no imaginário popular e falam à sociedade em que vivemos.

Maria Zilda da Cunha é professora doutora do Programa de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, na Área de Literatura Infantil e Juvenil da Universidade de São Paulo.

Nathália Xavier Thomáz é mestranda em Estudos Comparados de Literaturas da Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo.

Ilustrações: Baralho Copag

Apr 23, 2010

Curiouser and curiouser

Mysterious Alice in Wonderland Promo Book and Key.
This is wonderful, I must have one!!! Read more HERE
 
 
Posts sobre o filme do Tim Burton. AQUI
 
Críticas negativas sobre a Alice do Tim Burton
 
Adriana Peliano AQUI
Mark Burstein AQUI
Michael O'Connor AQUI
 
Enquanto isso adoraram o filme
 
Marcos Bardagi AQUI
Adriana Tanese Nogueira AQUI
 
 
MAKING OFF
 
 
FASHION AND STYLE
 
 
Dorling Kindersley
Tradução de Ana Luisa Martins.
São Paulo: Caramelo, 2010.
 
 
 
Disney / Editora positivo.
Exhibition of the original props of the movie HERE
 

Alice in Wonderland - Behind the Scenes


Quando bateu os olhos em Alice, ficou durante algum tempo olhando para ela como uma ar de profundo desgosto.
“O – que- é – isto?” disse afinal.
“Isto é uma criança.”respondeu o mensageiro ansiosamente, indo para a frente de Alice para apresentá-la. “Nós a descobrimos hoje mesmo. É de tamanho natural e duas vezes mais verdadeira!”
“Sempre pensei que as crianças eram monstros de fábula!” disse o Unicórnio. “Está viva?”.
“Ela fala”, disse o mensageiro solenemente.
O Unicórnio olhou sonhadoramente para Alice disse “Fala, criança!”. Alice não pode deixar de esboçar um sorriso enquanto respondia: “Sabe de uma coisa, eu também sempre pensei que os unicórnios fossem monstros de fábula. Nunca tinha visto um vivo antes!”
“Bem, agora que nós já nos vimos,” disse o Unicórnio, “se você quiser acreditar em mim, vou acreditar em você também. Combinado?”
“Sim, se você quiser”, disse Alice.

Apr 14, 2010

Pré estreia do Tim Burton: notícias desanimadoras



Minha participação no programa Metrópolis que foi ao ar dia 14/04.




Ontem à noite, 13 de abril, fui assistir a pré-estréia da Alice do Tim Burton no Shopping Cidade Jardim em São Paulo. Assim que chegamos, Paulo Beto, meu marido, e eu, fomos direto trocar os ingressos na loja da Ellus. Estava havendo na loja um coquetel inspirado no filme. Em uma mesa de chá, repleta de louças, relógios e outras curiosidades, ofereciam bolinhos escritos "Eat me" quase iguais aos que veríamos no filme. Na garrafa de champagne, é claro, estava escrito "Drink me". Mas não bebemos. Ninguém vestido, pouca diversão e imaginação entre os participantes. As únicas fantasiadas eram duas modelos gêmeas que ficavam na frente da Ellus. Lembramos é claro, das lindas gêmeas do nosso evento no domingo anterior.




Ficamos um tempo na fila para assistir o filme até que meu figurino chamou a atenção do apresentador do programa Metrópolis, o Cunha Jr. Ele fez comigo uma rápida entrevista sobre o livro de Alice e a vida de Lewis Carroll, além é claro, de perguntar sobre as minhas expectativas em relação ao filme. Confesso gente que falei a verdade, que pelo que sabia o filme era ruim, cheio de clichês e estereótipos. Acho que não foi o que ele queria ouvir, né? Mas, com a sua simpatia de costume, ele apenas recomendou que eu me despisse de preconceitos e me abrisse para curtir a experiência que a obra iria proporcionar.



O filme começou. Apesar de infinitamente apaixonada por Alice, não consegui me divertir. O filme, no mínimo, é muito chato. Gosto da atriz que faz a Alice, como acho que tinha potencial a sua atitude independente e questionadora, com traços feministas. Gosto também do filme apresentar um contraponto sombrio em relação ao clássico da Disney, resgatando uma linhagem de ilustradores, que apartir de Arthur Rackham (1907), se aventuraram no pesadelo e não apenas no encantamento pueril. Bem, comecei com a parte boa.



Entretanto, o filme nada tem a ver com Alice, além dos personagens inseridos em outro contexto e frases soltas do livro ditas por outros personagens, em situações desconectadas do sentido que tinham no livro. Não sou do tipo que cobro fidelidade à obra original. Minha Alice favorita é a do Svankmajer, louca, soturna, estranha, quase sem palavras, num livro que é pura lógica e jogo de linguagem. Poderia ser uma deturpação, mas não é, mergulha no inconsciente do personagem em seu rito de passagem, com seus medos, angústias do crescimento, sexualidade nascente. Mas esse é outro filme.



A Alice do Tim Burton se esvazia em clichês de filme de fantasia. Podia ser Nárnia aqui, Senhor dos Anéis acolá, os personagens parecem deslocados, vindos de outras histórias e sem saber por que estão ali. O filme é essencialmente maniqueísta, enquanto a Alice de Carroll não tem moral, e essa foi uma de suas grandes inovações em relação à literatura infantil do período vitoriano. Enquanto Carroll conseguiu subverter as regras e convenções da rígida e repressora sociedade vitoriana, Tim Burton volta às lições de moral e o confronto comportado entre o bem e o mal.



Em função disso, os personagens são caricatos e lineares. A Alice é mais adulta e independente, mas perde as angústias e os conflitos da Alice original que a tornam tão fascinante. A Alice de Carroll, ao invés de ver toda a sua aventura como parte do próprio sonho como no filme de Tim Burton, tem medo de nada verdade não passar de um sonho de outra pessoa. Sua identidade está constantemente em cheque. No filme, seu perfil de heroína é muito mais linear e óbvio. Nada pior do que a Rainha Branca do Tim Burton, um misto de fada insossa com uma apresentadora de programa de culinária. Destestável se pensarmos que a Rainha Branca de Lewis Carroll, do livro do Espelho, era uma visionária excêntrica que se lembrava do futuro e que ensinava a acreditar em até seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã. Johnny Depp, cheio ode trejeitos caricatos, está instigante quando recita o poema Jabberwocky e a Rainha de Copas rende bons momentos. Mas em geral o resultado é aborrecido.



O cenário, o figurino e a direção de arte revelam momentos de poesia e encantamento. O mais legal é quando Alice cai no poço e de repente, num jogo de inversões inusitadas, vai parar no teto de cabeça para baixo, com um desdobramento surpreendente. Sua chegada no país das maravilhas também é lúdica e mágica. Entretanto, o filme deixa de lado o humor e a reflexão do livro, em direção às cenas de ação e batalha. Claro que um pouco para justificar os efeitos do 3D já que diálogos inteligentes não causam impacto no virtuosismo da imagem.



Falei, falei, precisava desabafar. Tive muita expectativa, talvez tenha sido a minha parte no erro. Devo um dia ver de novo, e refletir novamente depois do primeiro impacto negativo e frustrante. Quem sabe encontre novas maravilhas no filme. Entretanto preciso no final agradecer ao Tim Burton e à Disney com todo seu investimento no marketing do filme, que fortaleceram de forma nunca vista, a presença de Alice no imaginário contemporâneo. Com o filme tivemos a chance de ler o livro, pesquisar imagens com diferentes linguagens, compartilhar interesses, encontrar outros fans da obra, nos emocionar, descobrir novidades para comprar e baixar na internet, enfim mergulhar, cada um ao seu modo, nesse mundo emocionante que ainda nos desafia a novas aventuras.


Tatuagem de Felícia Nova, por Márcio Duarte.

Ainda assim, espero que vocês vejam, se divirtam e mandem seus comentários me contrariando, por favor.

todas as imagens foram fotografadas no dia do evento pelo celular de Paulo Beto.
O que eu mais queria era ter amado o filme.




Apr 13, 2010

Who Alice is? Go ask Tim Burton.

pipoca na pré-estreia do filme em São Paulo, no Shopping Cidade Jardim, 14/04.


Review by Michael O’Connor

The main thing to establish about this film is that, irrespective of its title, it is NOT Alice in Wonderland. For a start, the world in which it takes place is called Underland, and the Alice who goes there is considerably older than seven or even seven and a half, and has been summoned to help overthrow the evil Red Queen who has seized power and whom everyone hates (although it is difficult to see why as, not unlike Oz’s Munchkins under the rule of the Wicked Witch of the East, most people seem to be living perfectly contented lives there). This nineteen year old Alice spends much of the film denying that she has ever set foot in the place before, and has no memory of any of the characters she encounters. Which is scarcely surprising as – with the honourable exception of Stephen Fry’s Cheshire Cat – none of them bear any real resemblance to the characters Carroll created. In fact the Dormouse seems to have transmogrified wholly into Reepicheep from Narnia, while Johnny Depp’s Hatter veers from being Edward Scissorhands to being Sweeney Todd with a Scots accent.

As if to distance the protagonist even further from Carroll’s heroine, this Alice is given a back-story that has no reference whatsoever to anything in the original book. Here, she has the surname Kingsleigh, and her dead father, a major Victorian industrialist, was called Charles. This suggests that the film makers had never heard of Charles Kingsley, a contemporary of Carroll’s and author of, inter alia, The Water Babies, precisely the sort of heavy-handed, moral, didactic work that Carroll delighted in lampooning. A lack of familiarity with Victorian children’s literature is not the best quality for someone supposedly making a film version of Alice in Wonderland! In fact, a lack of familiarity with the Alice books is also in evidence, as the film’s writers seem to think that the monster is called ‘The Jabberwocky’ whereas that is actually the name of the poem in which The Jabberwock – sic -- appears.

I saw the film in an Imax cinema in 3D, which is probably as close as I’ll ever get actually to being in Wonderland. This may account for my disappointment, because I really would have liked to have been in the Wonderland that Carroll created (even with the now commonplace intrusion of Looking Glass characters to it) whereas I found myself instead inside a cliched and predictable rite of passage fantasy where a put upon young girl from the real world finds her courage by standing up to a monster in a made-up one. There is at least one prior so-called film adaptation of Alice with almost exactly the same plot (made by Warner Brothers in 1985 with an all-star cast including Sammy Davis Jnr. and Shelley Winters). Tim Burton’s film also has echoes of Return to Oz, the 2009 ‘reimagining’ of Wonderland produced by America’s Syfy Channel, and author Frank Beddor’s Looking Glass Wars trilogy. I am sure readers will be able to add many more derivative sources to this list.

However, as regards this latest variation on that tired theme, the special effects are marvellous, the make-up and set designs spell-binding, and the acting highly mannered but appropriate for this sort of film. There are nice touches in the mise en scene: rocking-horse flies fluttering about in the foreground of one or two scenes, for example, and the way the Red Queen’s courtiers all wear fake attachments to their heads and faces so as not to look prettier than her. It is a visual and aural feast, and one that I am sure vast numbers of children and quite a few adults will thoroughly enjoy.

But it is NOT Alice in Wonderland!

Michael O'Connor é escritor, editor da revista carrolliniana Bandersnatch e membro das Sociedade Lewis Carroll da Inglaterra e do Brasil.

Mar 14, 2010

Off with Their Heads!


Review by Mark Burstein


Of all the trite, tone-deaf, gratuitously gruesome, unimaginative, witless, sophomoric, formulaic approaches to desecrating and exploiting a literary property, Burton’s travesty has reached a new low. In Avatar, a film with a similar target audience, a beautiful garden/forest culture was under attack from a misguided, aggressive oppressor with technologically advanced weaponry; poor Alice must know how exactly the Na’vi felt.

Perhaps half of the gazillion-dollar budget went to assuage Burton’s conscience, from his erstwhile near-legendary status as a star promulgator of visionary cinema to being reduced to a plodding, by-the-numbers execution of a committee-based, poky, clichéd recipe must have taken some doing.

I went to the theater expecting to pretty much loathe the film, but at least to enjoy the 3-D effects, something which I’ve been enamored of since childhood. But from the earliest moments of the idiotic frame story (don’t get me started on that), it was obvious by the multiplaning that this had been shot in 2-D and digitally forced up a dimension, which is equivalent to shooting a film in black-and-white and then colorizing it (as if we’d not notice), adding to the artifice and resulting is something that looks like an old ViewMaster or a Popeye cartoon.

OK, the Cheshire Cat (Stephen Fry) was kind of cool in its smoky flickerings, Alan Rickman gave splendid voice to the Caterpillar, Johnny Depp was fun and actually once or twice said “Jabberwock” instead of “Jabberwocky,” as the creature was referred to by the rest of the cast. That’s about it. The rest was sodden, ugly, and vile.



Mar 8, 2010

Alice em Londres

por Maria Luisa Cavalcanti

 

fonte: BBC Brasil
 
"Que Oscar, que nada. Neste fim-de-semana, o filme que deve dar o que falar aqui em Londres é Alice no País das Maravilhas, do cineasta Tim Burton. Não só porque a fita estreia nesta sexta-feira. Além dos cinemas, também teatros, museus, lojas, restaurantes e até casas noturnas da cidade prepararam eventos especiais sobre o tema. Um dos mais pitorescos é o Chá da Tarde do Chapeleiro Maluco, servido no luxuoso Sanderson Hotel até o fim deste mês. Os chefs prometem um "twist" no tradicional chá britânico, com bolinhos da Rainha de Copas, pirulitos de abacaxi que mudam de temperatura na boca e picolés que explodem ao tocar a língua. Neste fim-de-semana, clubs organizam festas em que só entra quem for a caráter (concursos de chapéus e "melhores Alices" serão inevitáveis). E até o centro cultural Barbican vai fazer uma balada mais cedo, também dedicada ao mundo criado por Lewis Carroll. Os fãs de carteirinha da obra podem ver o manuscrito original do autor, datado de 1862, em exibição na British Library até o mês de junho. Também estão expostos ali croquis originais dos figurinos de Colleen Atwood para o filme de Tim Burton, diários de Lewis Carroll e desenhos de Salvador Dalí sobre o livro. Alice no País das Maravilhas também inspirou as vitrines da cidade, com roupas, acessórios e peças de decoração abusando das cores fortes e dos naipes do baralho. A mega loja de departamentos Selfridges dedica até uma sala especial para os artigos à venda, como um novo perfume assinado por Alice Temperley e joias criadas por Stella McCartney. É difícil prever quanto tempo a febre vai durar. Mas Londres parece estar gostando de ter alguns dias fora do comum."
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