Thursday, 26 November 2009
NOVA MENTE ALICE
Friday, 6 November 2009
Alice do Tim Burton está chegando
do lançamento do filme do Tim Burton e concorra a uma
Caixa com uma coleção de filmes de Alice
Monday, 2 November 2009
Alice Marina Morena
Marina Peliano once was my little sister. But she ate any strange cookie and so suddenly she grew turning trapeze artist, sweet maker and art student, artist growing too. I asked her to do some drawings inspired on Alice and she followed the adventure. I found really beautiful her Alices who look like her. I remember now the letter of the writer Paulo Mendes Campos to his daughter when she was fifteen: "This book is crazy. The meaning is in you."
Saturday, 31 October 2009
Alice por Sarah Ottoni

Assim como a jovem sonhadora perdida num mundo de divagações em que as rupturas de escala são correntes, o visitante é convidado a se perder num lugar em que “as coisas seriam o que elas não são”. Jogos com escalas, incongruências e desequilíbrios que questionam tanto a ficção quanto o real. As obras expostas alimentam-se de contos de fadas, devaneios, medos e fantasmas da infância.
“As medidas que propomos ao público brasileiro com a realização desta exposição é a oportunidade impar de entrar em contato com as propostas que estão sendo colocadas por uma instigante geração de artistas contemporâneos franceses, suas descobertas, leituras da real, do imaginário e seus estranhamentos”, afirma Thaís Pena, produtora executiva da mostra.
No cerne da exposição, o espectador, transformado em heroi de uma narrativa em três dimensões, encontra-se confrontado com um mundo desconhecido em que suas referências se alteraram. Ele encontrará situações aberrantes e estranhas, flertando com seus fantasmas do passado. Enfim, trata-se de uma exposição lúdica que oferece várias leituras e destina-se tanto aos adultos quanto ao público jovem e infantil." CANDANGO!
Artistas:
Mireille Loup; Philippe Ramette; Gilbert Gracin; Françoise Pétrovitch; Gabriela Vanga; Bertrand Gadenne; Jean-François Fourtou; Jeremy Dickinson; Samuel Rousseau; Simone Decker.
MAC em São Paulo (SP), Museu Nacional em Brasília (DF) e Salvador (BA) /2009.
Friday, 23 October 2009
Concurso de chaves | Keys contest
Como vocês sabem, a nossa logomarca é uma chave do País das Maravilhas.
Depois de terminado o concurso, as chaves farão parte de um filme de animação de divulgação da Sociedade, e assim, ao participar, você está contribuindo também com a nossa Sociedade.
The contest KEYS TO WONDERLAND is open.
As you know, our logo is a key from Wonderland.
Now you are invited to create your own special key and send it to us.
May be drawing, photo, collage, or whatever else you create.
We will show your work, which will be part of an animated film of the Society.
The competition is open until 15/12.
The winner will receive for Christmas one exquisite edition of Alice.

Wednesday, 21 October 2009
O sentido está em ti
Paulo Mendes Campos
Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?"
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar – comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria têm de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon!" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gosta de gatos, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gatos se fosses eu?"
Disse o ratinho: "Minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.
E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinicerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".
Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.
Monday, 19 October 2009
Ilustração de Sarah Ottoni

Sarah Ottoni é ilustradora e designer, graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás. Trabalha na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG executando projetos gráficos e ilustrações. Também atua como freelancer na área editorial. Já teve trabalhos publicados na Ilustre Magazine e no Jornal da UFG. Em 2008 visitou a Feira Internacional do Livro Infantil em Bolonha (Itália) onde pôde acompanhar palestras e exposições de ilustradores consagrados internacionalmente.
Wednesday, 14 October 2009
Tuesday, 13 October 2009
Sunday, 27 September 2009
Nesse mundo só meu | In a world of my own
Sunday, 6 September 2009
Animalice

Animalice é um trabalho em net-art que cria uma interface digital com base na história “Alice no Pais das Maravilhas”. O projeto não pretende ser uma versão a mais da conhecida história, mas busca desenvolver uma rede de pequenas interfaces que permitam mapear um território de sensações e acontecimentos. O projeto se fundamenta na hipótese de que uma nova produção de sentido venha a ser formulada a partir da interação com estruturas narrativas baseadas nas novas tecnologias da informação. O trabalho foi produzido por estudantes da Escola de Belas Artes – UFRJ, sobre a coordenação do professor, artista e pesquisador Guto Nóbrega.
Animalice is a work in net-art that creates a digital interface based on the story "Alice in Wonderland." The project do not intended to be a version of the well-known story, but seeks to develop a network of small interfaces to map a territory of sensations and events, based on new information technologies. The work was produced by students of the School of Fine Arts - UFRJ, and the coordinator was the professor, artist and researcher Guto Nóbrega.

Wednesday, 2 September 2009
Alice visita o Brasil | Alice visits Brazil

Alice visita o Sítio do Picapau Amarelo
Alice chegou ao Brasil pelas mãos do escritor Monteiro Lobato (1882 – 1948). Foi ele quem fez a primeira adaptação de Alice no País das Maravilhas em 1931 com ilustrações de A.L. Bowley e a de Alice no País do Espelho em 1933 com ilustrações de Tenniel. Mas a presença de Alice na obra de Lobato vai mais além, ela visita algumas de suas estórias e interage com os personagens num jogo intertextual de alcance inusitado.
CONTINUA

Alice e Macunaíma
Alice through Macunaíma's looking glass.

Ao se olharem os olhos do estrangeiro, é nossa própria imagem como estrangeiros que vemos. O tema é mencionado tanto em Macunaíma como em Através do espelho. (...)"
(...) Macunaíma goes out in search of the foreign man. He desires a white woman, “Mani, daughter of cassava” and would not oppose to find the English girl, Alice.
As we look to the outsiders, it is our own image we see as outsiders that we are, topic mentioned in Macunaíma as well as in Através do Espelho. (...)
(Dissertação de Mestrado em Literatura de Expressão Inglesa).
Belo Horizonte, Faculdade de Letras/UFMG, 1986.
Mapa Astral de Lewis Carroll Natal Chart

Mapa Astral de Lewis Carroll
Lewis Carroll Natal Chart
O mapa astral de Lewis Carroll é interpretado pelo famoso astrólogo Cid Marcus Vasques. Aquariano com ascendente em Sagitário, a personalidade complexa do autor inglês é analisada em diferentes aspectos que influenciaram sua obra como suas emoções, sua mente lógica e criativa, sua sensibilidade e sua sexualidade.
The astral map of Lewis Carroll is interpreted by the famous astrologist Cid Marcus Vasques. The complex personality of the British author is analyzed in different aspects such as his emotional state, his logical and creative mind, his sensibility and his sexuality.
Em breve a leitura do mapa | Intrepretation soon.
Alice através da Arte | Maravilhas
It is a game of displacements and free associations. Help me and send your suggestions!
Chapter 1: Down the Rabbit Hole

Alice através da Arte
It is a game of displacements and free associations. Help me and send your suggestions!
Chapter 1: Looking Glass house

“Let's pretend the glass has got all soft like gauze, so that we can get through. Why, it's turning into a sort of mist now, I declare! It'll be easy enough to get through--'She was up on the chimney-piece while she said this, though she hardly knew how she had got there. And certainly the glass WAS beginning to melt away, just like a bright silvery mist.”
TALES and TALES in Portuguese


Jabberwocky in Portuguese

`Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe. (...)
original by Lewis Carroll.
Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos. (...)
Portuguese version by Haroldo de Campos.
Alice: um livro infinito

"Quando Alberto Manguel tinha "8 ou 9 anos", alguém lhe deu um exemplar de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho. Nessa primeira leitura, não entendeu tudo, mas o livro lhe marcou para todo o sempre. "Alice foi uma revelação, um espelho para mim, e o ainda é hoje; suas passagens se prestam a discutir quase qualquer tema, o que vale para muitos outros livros; a Bíblia é também um livro infinito." Estado de São Paulo, 26/12/2000
“When Alberto Manguel was “8 or 9”, someone gave him a copy of Alice’s books. His first-time reading, he didn’t understand everything, but the book touched him forever. “Alice was a revelation, a mirror to me, and it still is; its passages are given to discuss almost any subject, which for many other books, the Bible is also an endless book.”

Giorgio Manganelli
Alice e Você | Alice and You
Tuesday, 1 September 2009
10 Alices na Arte Brasileira | 10 Alices by Brazilian artists

A Lagarta | Catterpillar
Adriana PelianoO Coelho Branco | White Rabbit
VEJA - ME | SEE
ANDERSON RESENDE
Anderson ResendeVEJA - ME | SEE
Gilberto Chateaubriand’s Collection, gently conceded images.


Ela pode ser uma personagem virtual, com ares de Alice no país das maravilhas e habitante de um universo que mistura fotografia, ficção e computação gráfica. Mas também pode ser uma agitada carioca contemporânea, dividida entre o mestrado na Esdi/Uerj e trabalhos de design gráfico. Na vida de Helena de Barros – ou Helenbar, para os internautas mais íntimos –, imagem é tudo. Helenbar, a criatura, surgiu em 2003 e logo conquistou milhares de fãs em seu fotolog na internet. Até hoje, protagoniza cenas inspiradas em Alice e também em estrelas de cinema dos anos 40, pin-ups e personagens do circo do começo do século XX. Helena, a criadora, tem 33 anos, vive inventando adereços para si própria e já mudou a cor dos cabelos centenas de vezes. Produz sozinha todas as imagens de seu fotolog e de seu site (http://helenbar.com), que partem de auto-retratos. "O auto-retrato é uma matéria-prima. Sou a fonte mais acessível de personificação das minhas idéias, sei o que quero produzir e como devo atuar para conseguir exatamente o que busco", argumenta Helena, que dá a receita para quem quer aproveitar ao máximo o universo de imagens que nos cerca. "É preciso desenvolver o modo de olhar, numa equação de criatividade, cultura, expressão, autoconhecimento, estilo, disponibilidade de recursos e técnica."

Fairest Helena by Mark Burnstein
Brazilian artist Helena de Barros first became enamored of Carroll's works when she was still a teenager, reading the excellent Portuguese translation by Sebastião Uchoa Leite. Her first experiments on illustrating Wonderland were made in 1992, and continue to this day, with the truly dazzling results. (...)

SÔNIA MENA BARRETO
Sônia Mena Barreto leaves on the screens the dreamlike and the individual impression about a subconscious and surreal world. It’s composed by hallucinatory, crazy, lyrics, hyper-real images. She recreates the world in intertextual games.










Fragmentos do livro-objeto "Alice Através do Espelho".
VIK MUNIZ


Vik Muniz

“Catálogo para a Zoomp, projeto que reuniu vários artistas em torno do tema ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS, entre eles Arnaldo Antunes, Augusto de Campos e Waly Salomão. O primeiro catálogo de moda do designer Rico Lins, por expor menos moda que atitude, revelou a possibilidade de estreitar a ligação entre moda e cultura. Um dos promeiros trabalhos da modelo Gisele Bündchen, antes de estourar nas passarelas.”

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
VEJA-ME
10 Alices no teatro | 10 Alices in theatre


CIA DO CHAPÉU






Alice na Moda Brasileira

Alice ilustrada no Brasil | Brazillian Alice illustrators
BEATRIZ BERMAN





DOROTÉIA VALE

Elizabeth Teixeira ELOAR GUAZZELLI
MAIS | MORE

MAIS | MORE
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Jô OliveiraALICE NA CASA DO ESPELHO
João FahrionLAURABEATRIZ
MAIS | MORE
LaurabeatrizLILA FIGUEIREDO
MAIS | MORE
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS E ALICE NO PAÍS DO ESPELHO

Lila FigueiredoALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Oswaldo Storni ALICE NO REINO DO ESPELHO
Oswaldo Storni PAULO AMARAL
MAIS | MORE
Paulo Amaral
Paulo Amaral
Salmo DansaRICO LINS
Alice au Pays des merveilles.
Paris: La Farandole, 1982.
Sergio Cântara e Mirian Costa OUTRAS OBRAS DE LEWIS CARROLL PUBLICADAS NO BRASIL
REGINA E. C. FERNANDES
A CAÇA AO TURPENTE
Regina FernandesTradução de José Paulo Paes.
Mariana MassaraniAlice em vídeo e DVD no Brasil











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LEIA-ME | READ ME






TESES E ARTIGOS ACADÊMICOS ALICIANOS
THESIS AND ACADEMIC ARTICLES
AIDEE, Aline. Análise interpretativa do Romance "Alice no País das Maravilhas".
UNIPAM. Orientação do Prof. Dr. Luís André Nepomuceno.
Interpretative analysis of Alice in Wonderland Novel
LEIA-ME
AMORIM, Lauro Maia. Translation and adaptation: differences, intercrossings and conflicts in Ana Maria Machado's translation of "Alice in Wonderland" by Lewis Carroll
Cadernos de tradução, Florianópolis, v. 01, n. 11, p. 193-209, 2004.
READ ME
ARRIGUCCI, Davi. Alice para adultos.
In. Outros achados e perdidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Alice for adults
LEIA-ME
ÁVILA, Myriam. Alice through Macunaíma's looking glass.
(Dissertação de Mestrado em Literatura de Expressão Inglesa). Belo Horizonte, Faculdade de Letras/UFMG, 1986.
LEIA-ME
ÁVILA, Myriam. Nonsense, a morte do sentido.
In: Anais do Colóquio Nacional Morte da Arte Hoje, organização Rodrigo A. de Paiva Duarte. Belo Horizonte, Laboratório de Estética / FAFICH, 1993. p. 189 - 92.
Nonsense, the death of the sense
BENEVIDES, Ricardo. Alice e o tamanho: As potencialidades da transformação do personagem e do próprio leitor.
Alice and the size: the capabilities of the character’s and the reader’s transformation
LEIA-ME
BORBA, M.C.S. Two Brazilian - Portuguese Translations of wordplay in "Alice's adventures in Wonderland"
Cadernos de Tradução, Florianópolis, v.2, pp. 115-26, 1997.
READ ME
CALDAS, Heloisa. Sexo e lógica na escrita de Lewis Carroll.
Clique - Revista dos Institutos Brasileiros de Psicanálise do Campo Freudiano. Belo Horizonte - MG: , v.2, p.75 - 79, 2003
Sex and logic in the writing of Lewis Carroll |
CASTRO, L.F. Leituras de "Alice no país das maravilhas": entre o texto original e algumas versões.
In: III Congresso Internacional de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil do Oeste paulista, Presidente Prudente: UNESP, 2006.
Readings of Alice in Wonderland: between the original text and some other versions
LEIA-ME
COSTA, Cynthia Beatrice. Versões de Alice no País das Maravilhas: da tradução à adaptação de Carroll no Brasil.
Programa de Estudos pós-graduados em Literatura e Crítica Literária / PUC. São Paulo, 2008.
Alice in Wonderland versions: from translation to Carroll's adaptation in Brazil
LEIA-ME
FARIA, Z. Sobre a traduzibilidade de Alice no país das maravilhas.
In: Simpósio de literatura comparada,1, Belo Horizonte. Anais. Belo Horizonte: UFMG, 1987. pp.788-95.
The possibilities to translate Alice in Wonderland
LEIA-ME
LIMA, Maria José Batista de. A Recepção crítica à obra "Alice no país das Maravilhas", após a adaptação de Monteiro Lobato.
FAISA – Faculdade de Ilha Solteira, SP.
The receptive critique of the book “Alice in wonderland”, Adapted by Monteiro Lobato
LEIA-ME
MACHADO, A. M. Um passeio inesquecível
In: Carroll, L. Alice no país das Maravilhas. Traduzido por Ana Maria Machado. São Paulo: Ática, 1997. pp. 7-9.
An unforgettable Stroll
LEIA-ME
MACHADO, A. M. Lewis Carroll: um tímido que fez revolução
In: Carroll, L. Alice no país das Maravilhas. Trad. Ana Maria Machado. São PAulo: Ática, 1997. p. 131-36.
Lewis Carroll: an introverted that made a revolution
LEIA-ME
MAXIMO, G. Duas personagens em uma Emília nas traduções de Monteiro Lobato.
Campinas: Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Estudos da Linguagem: [s.n.], 2004. Dissertação (mestrado).
Two characters in one Emilia in Monteiro Lobato’s translations
LEIA-ME
UCHÔA LEITE, Sebastião. O que a tartaruga disse à Lewis Carroll.
In: Aventuras de Alice.
Traduzido por Sebastião Uchôa Leite. São Paulo: Summus, 1980. (3a edição) pp. 7 -31
What the turtle says to Lewis Carroll
LEIA-ME
PELIANO, Adriana. Diálogo de Linguagens: Ilustração, tradução e transcriação
Dialogue of Languages: Illustration, translation and Transition
LEIA-ME
PELIANO, Adriana. Alice on the Yellow Woodpecker Ranch.
READ ME
PEREIRA, Nilce M. Brincando com as palavras: a tradução dos trocadilhos em "Alice in Wonderland". Todas as Letras (São Paulo), São Paulo, v. 1, n. 4, p. 69-80, 2002.
Playing with the words: the translation of the ambiguity in Alice in Wonderland.
PEREIRA, Nilce M. Book illustration as intersemiotic translation: the case of "Alice in Wonderland" in Brazil.
In: Dorothy KENNY; Kyongjoo RYOU (eds.). (Org.). Across Boundaries: International Perspectives on Translation Studies. Newcastle: Cambridge Scholars Publishing, 2007, v. , p. 56-77.
READ-ME
WESTPHALEN, Flávia; BOFF, Nicole; GREGOSKI, Camila e GARCEZ, Pedro. Os tradutores de Alice e seus propósitos.
LEIA-ME
ARTIGOS DE PERIÓDICOS Alice – A menina aos 130 anos.
Freitas, Conceição.
Correio brasiliense. Brasília, 1/10/95.
Alice mora aqui.
Almeida, Carlos Helí.
Personagem de Carroll inspira filme, peça, catálogo de moda e poema de Antônio Cícero.
O Globo, segundo caderno. Rio, 5/04/1997.
O mundo dos espelhos de Lewis Carroll.
Jobim, Nelson Franco.
JB, caderno B. 6/07/1997.
A imaginação ilimitada e o nonsense na correspondência de Lewis Carroll.
Name, Daniela.
O Globo, prosa & verso. Rio, 16/08/1997.
Livro vai revelar pecados de Lewis Carroll.
Haag, Carlos.
O Estado de São Paulo, 23/08/1997.
As paisagens de palavras de Lewis Carroll.
Adriano, Carlos.
Folha de São Paulo, Mais! São Paulo, 11/01/1998.
Lewis Carroll cruzou o espelho há cem anos.
Machado, Cassiano Elek.
Folha de São Paulo, 14/01/1998.
Lewis Carroll – Exposição na Morgan Library comemora o centenário da morte do autor de “Alice no país das Maravilhas”
Nolasco, Sonia.
Gazeta Mercantil, 31/05/1998.

Edições Brasileiras das Alices




Edições Brasileiras de Alice Maravilha














































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Edições Brasileiras de Alice no Espelho
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: "Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então." Lewis Carroll: Alice no País das Maravilhas.













Além de Alice





Sobre Lewis Carroll







Alice em Novas Aventuras











Monday, 31 August 2009
Alfabeto ALICE Alphabet
To access the links you need to become a member of the Lewis Carroll of Brazil.




VEJA AS OUTRAS LETRAS | SEE THE OTHERS
Aventuras de Adriana no País das Maravilhas
Adriana em Oxfordland

Between the dates of 16 and 22 August 1998, The Lewis Carroll Society, in collaboration with the University of Oxford Department for Continuing Education and with Christ Church itself, held what probably remains as the largest ever gathering of Carrollians to date, the Lewis Carroll Centenary Programme. Almost 150 participants signed up to stay in rooms in Christ Church for a week, hailing from the UK, USA, Japan, Sweden, Australia, France, Israel, the Netherlands, Germany, Canada, Italy, Slovenia – there was even one young lady from Brazil!
Christ Church is the largest college in Oxford, and Oxford is England’s oldest university, so the grounds and buildings resound with history going back to the days of Henry VIII and Cardinal Wolsey. However, the focus of this conference was, as hinted at by the name, one of Christ Church’s most famous former dons, Lewis Carroll, whose real name was Charles Dodgson, and who spent most of his life teaching mathematics within the mighty walls of the college. He died in 1898, and this Programme was timed to commemorate his passing.

The Programme took the form of six packed days of lectures, tours, readings, film and theatrical events, and light-hearted games and quizzes. These were all punctuated by a series of magnificent meals, all taken in the awesome dining hall at the college (nowadays made even more famous as the Hogwarts’ dining hall in the Harry Potter films) where the attendees dressed formally for dinner, and which ended with an even dressier Gala Dinner on the Friday night that spilled out afterwards onto the lawn where the clink of wine glasses rivalled the hubbub of enthusiastic conversation. The principal LCS speakers for the week were Anne Clark Amor, Selwyn Goodacre, Mark Richards and Edward Wakeling, augmented by a number of expert guests, and there were two or three lectures every day, covering a range of topics to do with Carroll’s life and work. The evening entertainments (which included a Betty Boop film ‘Betty in Blunderland’ and a Mickey Mouse ‘Through the Mirror’ along with several other intriguing oddities from David Schaefer’s collection; music inspired by Alice; and a display of Alice merchandise) began at 8.30pm after dinner in the Hall, and ended at 10pm, leaving delegates free either to go to bed at a sensible time or to stay up and get drunk with their friends, old and new. Most did the latter! But no matter how late (or early) in the day it was, there were always plenty of LCS volunteers (in addition to the ever-approachable main speakers) ready to help with advice, guidance, information, and anything else you needed, chief among them being Sarah Stanfield, Catherine Richards, Alan White and Michael Vine.

Guided tours took place on four of the afternoons (Wednesday was left free for people to explore Oxford by themselves) and there were difficult choices to be made each day. Did one opt for a tour of Christ Church, including Carroll’s rooms, Tom Tower (normally closed to the public), and the Deanery and Cathedral Gardens, or attend the special exhibition in the Christ Church Picture Gallery? Should one have gone on the circuit of Oxford libraries or the one of Oxford museums? Did you want to visit the Treacle Well at Binsey or Looking-Glass Land at Nuneham Courtenay? Would it have been better to follow in Carroll’s footsteps around Christ Church Meadow and the colleges frequented by him through his friendships with University colleagues, or to reconstruct Isa Bowman’s walk with him round Oxford, taking in the Botanical Gardens, the gargoyles and deer park at Magdalen, and the gardens of St. John’s College? Nine tours and only four afternoons – there just wasn’t time to fit everything in.
But there was always ample time for talking and for making new friends. Some of the avid Carrollians I met in 1998 have become friends for life – well, they’ve managed eleven years so far! – and that week among the dreaming spires of Oxford in company with so many wonderful people remains in my memory as one of the most fascinating and joyous weeks I’ve ever had. When can I register for the 2098 Bicentenary Programme?
Michael O’Connor


Em agosto de 1998, depois de duas semanas em Londres estudando inglês, fui para Oxford participar da comemoração do Centenário da Morte de Lewis Carroll. Esse evento foi promovido pela Sociedade Inglesa de Lewis Carroll, da qual eu já era membro. Passamos uma semana inteira em Christ Church onde Carroll era professor de lógica e matemática e onde viveu quase toda a sua vida. Eu era a única brasileira que estava lá.
















Jardim do pátio do Deão Henry Liddell. A portinha que conduzia ao outro pátio permanecia quase sempre trancada. Assim o “belo jardim” que ficava do outro lado, era um território proibido para as crianças. Era esse, entretanto, o caminho mais curto de Henry Liddell para a catedral. Essa portinha influenciou diretamente a obra de Carroll.


Uma trilha para o coelho branco. Quando contava a história de Alice para as irmãs Liddell, Carroll inseria personagens, acontecimentos e cenários do contexto onde eles viviam em Oxford e Christ Church.




Passeio a Nuneham, parte da programação do Centenário de Carroll. Na imagem ao centro podemos ver o relógio de Sol que inspirou a ilustração de Tenniel para a cena do Jabberwocky. Com o braço estendido e a camiseta de Alice está Edward Wakeling, eminete estudioso da vida e da obra de Lewis Carroll.




Passeios programados para o evento e conduzidos por estudiosos e profundos conhecedores da vida e da obra de Lewis Carroll. De camisa vermelha na primeira foto está Alan White, por muitos anos editor da revista carrolliniana Bandersnatch.Entre os participantes do evento encontramos membros das Sociedades de Lewis Carroll ao redor do mundo, como da Inglaterra, dos Estados Unidos, Canada, Austrália, Nova Zelândia e Japão. Estudiosos, literatos, colecionadores, artistas, aficcionados e admiradores.






















Ilustrações de Adriana Peliano | Alicenations | Alicenações
Se o texto é assim, por que as suas ilustrações são em geral tão literais e unívocas? A proposta da pesquisa Alicinações foi portanto a de ilustrar novamente as duas Alices, operando uma nova relação entre texto e imagem, na busca de uma aproximação de Alice em sua maior complexidade. Tendo como referência a obra de Deleuze, Lógica do Sentido, a pesquisa desenvolveu-se em duas etapas: dos corpos em profundidade aos acontecimentos de superfície. Corpos em profundidade, os personagens das duas obras foram construídos através de montagens com objetos diversos, segundo seus atributos lógicos, nomes, significados incorporados pelo uso e características formais.
Na segunda etapa os personagens criados foram então fotografados e digitalizados, e os acontecimentos de superfície foram desenvolvidos através de computação gráfica. Buscou-se recriar através de imagens, a lógica e o sentido do texto, abrindo assim o leque de referências e possíveis leituras para os diálogos, personagens, situações e espaços imaginários propostos nas duas obras. As ilustrações foram elaboradas através de colagens a partir das fotografias dos personagens, entre outras tantas possibilidades. Também foram utilizadas as ilustrações originais de Tenniel, segundo novas relações de intertextualidade. Como um jogo multifacetado de espelhos, refletindo diferentes possibilidades de leitura da obra segundo diferentes contextos históricos e culturais.
Jogos de linguagem, paradoxos lógico - semânticos, enigmas, múltiplos significados. Como num grande jogo, o objetivo é desnudar relações imprevistas, desvendar lógicas implícitas, repropor enigmas e paradoxos.
Alice, understood as the chaos-cosmos amalgamation of both Alice books, “Alice in Wonderland” and “Through the Looking - Glass” and what Alice found there, is still an amazing enigma; paradox, nonsense, game, labyrinth of dreams.
Wonderland and the other side of the looking glass are not geographical spaces with a linear and continuous topography but a sequence of puzzles, game boards, mirrors and labyrinths. The universe expands, contracts and gets inverted while Alice loses and looks for her identity. All of this with the gloomy threat of losing her head. Meanwhile, she moves throughout the sliperry terrain of language which falls apart revealing its own logic and semantic traps.
If the texts are so complex, why should their illustrations be so literal and unequivocal? Bearing this question in mind, the purpose of this research is to reillustrate both Alices, operating within a new relation between text and image, in search for a dialog betwen Alice and her complexities. The following illustrations are, at first, aimed at amateurs and Alice’s lovers and, more than that, at those who search for new puzzles to solve and new doors to open within the labyrinthic domains of language.
These are illustrations wich contain a personal, investigative, and open approach to the logical ans symbolic aspects of Alice’s books. An uncompromising approach to the physical aspects of the characters or to the situations of the narrative. For a more direct relation between the events of the story and their illustrations, there is, indeed, quite an extensive catalogue of choices for one to revel upon. Here we start from a process of discovery, image and expressive materials research. In addition, a theoretical and iconographic investigation is conducted in order to get closer to the texts, open doors, and persue through rooms and secret passages in the immense labyrinth that Alice is.
While falling through the deep well, her rite of passage between the routine of common sense and the reality reinvented through the language and logic of nonsense, Alice had enough time to look around and think about herself. Little by little, she bids goodbye to her form of loving, speaking, and also of relating to objects. And, as Alice’s fall toward the depths of the Earth proceeded, the meaning slowly crept toward the surface of the language.
Having Deleuse’s Logique du Sens as its guiding framework, the research was cunducted in two main levels: bodies in depth and surface developments.
Bodies in depth dealt with the physical construction of the characters of both Alices using a plethora of everyday objects and toys according to their logical attributes, their names and their meanings, both in its usage and its formal characteristic dimensions. After their construction, the characters were photographed and digitalized.
The surface development phase worked upon the events and scenes of the text using the digitalized images of the previous phase. Thus, it was recriated through digital manipulation of the images the logic and meaning of the text, allowing a fanning of possible readings and references for the dialogs, characters, situations and imaginary spaces proposed by Carroll in both Alices. The illustrations were developed in Photoshop as collages utilizing the pictures of the characters, other objects and a repertoire of images referring to the biographic context, among other possibilities. In addition, the original illustrations by Tenniel were also worked upon, following new relations of intertextuality - like a multifaceted game of mirrors, reflecting distinct possibilities of reading Alice in both historical and cultural contexts.
Puzzles of language, logic paradoxes, enigmatic dreams, multiple meanings. As in a wonderful maze, we aim to uncover unexpected relations and recreate nonsense rules to the games. Undo a puzzle of thousands peaces, to begin again and again.
Ilustrações de Adriana Peliano | Personagens do País das Maravilhas

O Coelho Branco foi o ponteiro de Alice para o País das Maravilhas. Passou apressado sempre atrasado, de relógico boca dando corda para Alice ir correndo atrás dele. Vê se não dê mola e saltitantes que seja tarde! Coelho da linguagem, engrenagem movimentes.
“É tarde, é tarde, tão tarde até que arde! Ai, ai, meu Deus! Alô! Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!”
Coelho Branco na Disneylândia
White Rabbit
The White Rabbit made Alice burn with curiosity. This one has a clock as its mouth, always chasing the time, always late.
Rabbit of the language, has no body, just the movements’ structure. Jumps and starts in several curves, springs and spirals, masks and tricks.

Andando entre a vegetação rasteira e medindo aproximadamente 8 centímetros, Alice encontra uma lagarta sentada sobre um cogumelo,
fumando um narguilé.
O cogumelo de chapéu amarelo é uma labirintica-à-beça e psicodelícia, terra das alicinações. Sobre um disco perfeitamente circular, discurso ao redor do mesmo ponto, se enrosca o corpo da Lagarta. A boca de Dali é um narguilé surrealista que nos pergunta quem somos, nos deixando em eterna dúvida sobre quem é quem. Lagarta, cogumelo e narguilé, mecanismo de identidade infinita em contínua transformação.
Caterpillar
Alice found the Caterpillar sitting on a mushroom and smoking a hookah.
The mushroom is an amazing psychedelic head and its hat is a perfect rounded record, turning around the same point.
Salvador Dali’s mouth is a surrealistic hookah, asking Alice for her identity, asking us for its own nature. The Caterpillar, the mushroom and the hookah mix with each other building a multiple identity in continuous transformation.

“– Se você conhecesse o Tempo tão bem como eu conheço – disse o Chapeleiro – não falaria em gastá-lo como se ele fosse uma coisa. Ele é alguém. – Não sei o que você quer dizer – respondeu Alice. – Claro que não sabe! – disse o Chapeleiro, inclinando a cabeça para trás com desdém. – Diria mesmo que você jamais falou com o Tempo! – Talvez não – replicou Alice cautelosamente – mas sei que tenho de marcar o tempo quando estudo música. – Ah! Olhe aí o motivo! – disse o Chapeleiro. – O Tempo não suporta ser marcado como se fosse gado. Mas se você vivesse com ele em boas pazes, ele faria qualquer coisa que você quizesse com o relógio. “ (capítulo VII – Um chá bastante louco)
O Chapeleiro brigou com Tempo que parou o relógio às seis horas da tarde, pra sempre na hora do chá.
Múltipla personalidade, carcaça de relógico afogada no ser ou não ser.
Chá + Pé + Lelé vive com a Lebre de marcha ré (march hare).
O chá do chá – peleiro que sabe jogar xadrez, mas que joga chá à três.
Cha – peleiro de boca de xícara ou a xícara que bebe na xícara de chá.
Mad Hatter
Tea in English, chá in Portuguese. Feet in english, pés in portuguese. Cha+pés=chapéus in portuguese, hat in english. Buffoon to the Queen court, he had a fight with the time that stopped to him, and now forced him to leave always at six o’clock. Skeleton of a clock which doesn’t work anymore. Hatter with a cup as a mouth, so the cup drinking in a cup.

“– Eu digo o que penso – apressou-se Alice a dizer. – Ou pelo menos… pelo menos penso o que digo… é a mesma coisa não é? – Não é a mesma coisa nem um pouco, protestou o chapeleiro. – Seria o mesmo que dizer que “Vejo o que como”, é o mesmo que “Como o que vejo”. – Seria o mesmo que dizer – acrescentou a Lebre de Março – que “Gosto daquilo que consigo” é o mesmo que “Consigo aquilo de que gosto”. – Seria o mesmo que dizer – acrescentou o dormundongo*, parecendo falar enquanto dormia – que “Respiro quando durmo”é o mesmo que “durmo quando respiro.” No seu caso é a mesma coisa – disse o Chapeleiro.”
(capítulo VII – Um chá bastante louco)
A Febre de Março e o Chapeleiro fora de moda são os carteiros do Rei do outro lado do espelho. Mas através do espelho tudo se inverte. O careteiro vira de bananeira e mergulha de ponta cabeça no chá. De pernas pro ar, orelhas que se arte-pulam.
– Eu bebo tudo o que vejo ou pelo menos vejo tudo o que bebo… é a mesma coisa, ou não é?
March Hare
The March Hare is also hare brained. As a nonsense inversion, its legs becames its long ears. Always articulating and attacking the common sense and the good manners.

Pra sempre na hora do chá, xícara e lâmpada que se desloucam para raramente acordar.
Dormouse
It is in the mad tea party. A tea pot and a cup, can be changed to fall asleep or to wake up, in very rare moments.

"Durante um ou dois minutos ficou diante da casa, perguntando-se sobre o que devia fazer, quando de repente surgiu um lacaio correndo de dentro do bosque (ela considerou um lacaio por que estava de libré, mas a julgar pela cara diria apenas que era um peixe), o qual bateu ruidosamente à porta. Essa foi aberta por um outro lacaio de libré, com uma cara arredondada e grande olhos de rã. Os dois lacaios tinham cabeleiras empoadas e encaracoladas. Alice ficou curiosíssima de saber o que se passava e esgueirou-se furtivamente do bosque para escutar." (capítulo VI – Porco e pimenta)
Lacaio que chega do bosque, nadando em sua cabeleira.
Trás as cartas da Rainha para a Duquesa, para a Pata deixa mensagens da Tainha.
Peixe fora d’água, boca que é jarra jorrando palavras.
Fish Footman
The Fish-Footman arrives from the wood, swimming on its own curl. Fishing out of the water, mouth as a vase dropping words.

“– Como é que eu posso entrar? – perguntou Alice outra vez em tom mais alto. – Você precisa entrar de qualquer modo? – disse o Lacaio. – Essa é a primeira questão, você sabe. Era, sem dúvida: só que Alice não gostou nada que lhe dissessem isso. “É realmente medonha”- murmurou para si mesma – “a mania que essas criaturas têm de discutir. É de enlouquecer qualquer um!” (capítulo VI – Porco e pimenta)
Alô! Aloucaio da Duquesa!? Será que eu posso falar?
Ele até que responde mas nunca se toca. Telefone sem fio vive dando o fora no gancho.
Frog Footman
The Frog Footman sends and receives messages. Double relation on form and function.

Duck + chess = Duchess (nariz de pato + xadrez = duquesa)
A Cozinheira
Essa cara de pau está muito ocupada mexendo a sopa e atirando pra todo lado.
Cozinheira apimentardemais: mais pimenta, mais pimenta!
Duchess with the baby
The Duchess illustrated by Tenniel and then creating a long tradition, was inspired on a picture of XVI th century. The canvas was painted by Quintin Matsys, depicting probably Margaretha Maulstach, known as the ugliest woman in the history. As “Maulstach” means “pocket mouth”, this Duchess has an wide open pocket mouth.
Her arms are wrenches to distort the baby. Duck + chess = Duchess.
The Cook
Wooden spoon stirring the soup. Peppering cook, jumping and firing.

Dessa vez foi só arrancar os braços e as pernas do seu corpo para que ele parasse de espernear tanto e desatasse, virando um porco.
Baby turned into a Pig
It was just to extort its arms and legs and then it stopped kicking. That’s because Lewis Carroll himself adored children except the boys.

As respostas do gato filosófico já deram muito o que falar. Martin Gardner, numa edição comentada sobre Alice, conta que John Kemeny colocou esse trecho da história no início de um capítulo sobre a ciência e os valores, no livro A philosopher Looks at Science (1959). Para ele a resposta do gato expressa muito precisamente o eterno conflito entre a ciência e a ética. Se por um lado a ciência não pode nos indicar para onde ir, a partir dessa decisão com base em princípio e valores éticos, ela pode nos oferecer o melhor caminho para chegarmos lá.
Visão perspicaz, o guidon de uma Harley Davidson expressa o domínio da direção, a decisão para onde ir. A roda por sua vez, pode nos conduzir até onde queremos chegar, mas sozinha não tem direção.
Cheshire Cat
In Annotated Alice, Martin Gardner tells us that John Kemeny in the book ‘A philosopher looks at science’ (1959) compared this famous dialogue and the relations between science and ethics. The science cannot tell us where to go, but after this ethic decision, can show the way to arrive there.
This duality is depicted on the eyes of the philosofical cat. The handlebar of a Harley Davidson express the decision of where to go, and the wheel can take us, but itself doesn’t have direction.

Quando ele foi chamado para decapitar o gato de Chershire, entrou em conflito com o Rei de Copas.
A posição do carrasco era de que:"não se podia cortar uma cabeça que não estivesse presa num corpo." (capítulo VIII – O campo de croquet da Rainha)
Não dá mesmo cortar com os braços cruzados e essa é a posição do carrasco.
Executioner
One card of the pack, the executioner of the Queen and the King of Hearts. Cutting board, plate to cut as a mask and scissor- arms.































