Alice in process…

Instead of the question “Who is Alice?” there are now paths leading to what Alice might come to be…

27 Jul 2020

Alice, Curiouser and Curiouser: Catalog of the following V&A exhibition in London



"Lewis Carroll's Alice in Wonderland is a cultural phenomenon. First published in 1865, it has never been out of print and has been translated into 170 languages. But why does it have such enduring and universal appeal for both adults and children?

 This book explores the global impact of Alice in Wonderland across art, design and performance from the nineteenth century to today. It shows how Alice has been re-imagined and reinterpreted by each new generation: from the original illustrations by John Tenniel to artwork by Peter Blake and Salvador Dali, and from the 1951 Disney movie to Tim Burton's latest interpretation.

This beautiful, playful publication also includes specially commissioned interactive illustrations by award-winning artist Kristjana S. Williams, as well as quotes from an array of cultural creators from Stephen Fry to Tim Walker, Ralph Steadman to Little Simz about the profound influence of Alice on their work."



25 Jul 2020

Mad tea party Disney Attraction

Alice's adventures by Sarajane Ferris

"For Alice's a peculiar creature, that won't 
Be caught in a commonplace way. 
Do all that you know, and try all that you don't: 
Not a chance must be wasted to-day! 

 (adapted from "The Hunting of the Snark", by Lewis Carroll)


Sarajane Ferris


Sarajane Ferris 



Sarajane Ferris

8 Jul 2020

Um Charau Muito Louco: Carrollsday 2020



No dia 04 de julho tive a honra de participar de mais um Carrollsday, um evento que celebra o escritor inglês Lewis Carroll, autor de "Alice no país das maravilhas" e "Através d Espelho e o que Alice enncontro lá", entre outras obras. 

O evento é realizado desde 2010 pela artista visual e designer Beatriz Mom na cidade de Belo Horizonte / MG. A edição deste ano foi realizada através de vídeos (pílulas) com leituras e performances artísticas inspiradas nas obras de Carroll divulgadas nas redes sociais. 

O chapeleiro muito louco Vitor Bedeti, mestre de cerimônia sem cerimônia alguma, desguiou o Sarau e as apresentações artísticas. O Carrollsday fez uma parceria com "A Casa da Agnes", cujos cheffs e artistas Agnes e Shima prepararam um kit Chá Louco em Casa especialmente para esta edição do evento. Equipe e artistas convidades: Beatriz Mom é realizadora e curadora do Carrollsday, Pâmela Machado fez a produção, participaram do Charau: Agnes e Shima, pela "A Casa da Agnes", Adriana Peliano, Jonnatha Horta e Marcelo Yoko. O evento contou com o apoio do Memorial Minas Gerais Vale que publicou durante essa semana os vídeos com as pílulas artísticas. 

Nesses tempos desafiadores que estamos atravessando, o Carrollsday fortalece o seu compromisso com a natureza alicedélica da obra de Lewis Carroll, capaz de reinventar a vida abrindo as portas da imaginação e da liberdade criativa. 






Links para os vídeos alicedélicos maravilindos










7 Jul 2020

Porta 1: A viagem de barco, quando a aventura começou


Hoje é dia de Alice!



Colagem de Adriana Peliano e seus ingredientes.


Era uma tarde dourada em Oxford, na Inglaterra vitoriana, em 4 de julho de 1862. Cinco amigos passeavam de barco pelo rio Tâmisa: Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), Robinson Duckworth e as irmãs Alice (10), Edith (8) e Lorina (13) Liddell. Carroll contava histórias de aventuras mirabolantes, num excêntrico e interminável conto de fadas. Enquanto o barco deslizava, ele incorporava à história elementos da paisagem: flores, bichos, uma toca, olhem... um coelho! Brincava com poemas conhecidos e canções populares, transformados em paródias e jogos de linguagem. A paisagem se ampliava e abarcava o contexto histórico e social da Inglaterra vitoriana, que ele desafiava através do humor e do nonsense.

A história contada naquele dia foi especial, e Alice Liddell insistiu para que Carroll a escrevesse. O manuscrito original de Aventuras de Alice no Subterrâneo foi ilustrado por ele e dado de presente para a menina no Natal dois anos depois. Naquele momento, ele já preparava outra versão da história, mais complexa e sofisticada, que seria publicada em Londres pela Macmillan com o nome de Aventuras de Alice no País das Maravilhas (1865). O livro foi ilustrado por Sir John Tenniel, importante cartunista vitoriano que também ilustraria Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá (1871). Essas ilustrações se tornaram clássicas e são consideradas inseparáveis do texto, mesmo que esse tenha sido um dos livros mais ilustrados, adaptados e recriados de todos os tempos.

Lewis Carroll e Alice Liddell se conheceram em Christ Church, universidade onde ele vivia e era professor de matemática e lógica. Alice era uma das filhas do reitor. Carroll era excelente fotógrafo e adorava retratos, em especial de meninas, e Alice foi fotografada por ele algumas vezes ao longo dos anos. Além de fotografar e contar histórias, mantinha uma valise especial repleta de surpresas e curiosidades para interagir socialmente. Ele estava sempre desenhando, criando desafios de lógica, truques de mágica, trocadilhos, adivinhas, enigmas, palavras inventadas, cartas para serem lidas através do espelho, e outras invenções inusitadas que ainda nos encantam.