Alice in process…

Instead of the question “Who is Alice?” there are now paths leading to what Alice might come to be…

16 Dec 2014

Jaguadarte em edição briluz e alicedélica


Fico feliz de apresentar essa nova edição do poema "Jaguadarte" (Jabberwocky) pela editora Nhambiquara  que trás a amaravilhosa tradução de AUGUSTO DE CAMPOS e alicinantes ilustrações de RITA VIDAL.  





Rita Vidal



"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!"



Rita Vidal

"Sorrelfiflando através da floresta,



Rita Vidal


e borbulia um riso louco."



JAGUADARTE

tradução Augusto de Campos.

Era briluz. As lesmolisas touvas 
roldavam e reviam nos gramilvos. 
Estavam mimsicais as pintalouvas, 
E os momirratos davam grilvos. 

"Foge do Jaguadarte, o que não morre! 
Garra que agarra, bocarra que urra! 
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre 
Do frumioso Babassura!" 

Ele arrancou sua espada vorpal 
e foi atras do inimigo do Homundo. 
Na árvore Tamtam ele afinal 
Parou, um dia, sonilundo. 

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo, 
Sorrelfiflando atraves da floresta, 
E borbulia um riso louco! 

Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta 
Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante! 
Cabeca fere, corta e, fera morta, 
Ei-lo que volta galunfante. 

"Pois entao tu mataste o Jaguadarte! 
Vem aos meus braços, homenino meu! 
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!" 
Ele se ria jubileu. 

Era briluz. As lesmolisas touvas 
Roldavam e relviam nos gramilvos. 
Estavam mimsicais as pintalouvas, 
E os momirratos davam grilvos.




JABBERWOCKY RECITADO POR NEIL GAIMAN!


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