Alice in process…

Instead of the question “Who is Alice?” there are now paths leading to what Alice might come to be…

19 Jan 2011

Alice’s Adventures in the books of Monteiro Lobato






Found HERE


LOBATO, Monteiro. A Menina do Narizinho Arrebitado.
Ilustração Voltolino



Aventuras de Alice no Sítio do Picapau Amarelo

Adriana Peliano

ENTRE



Alice’s Adventures on The Yellow Woodpecker Ranch

Adriana Peliano

ENTER



Nasino (italian edition of A menina do Nazinho arrebitado "The girl of the snub nose").
illustrated by Vicenzo Nicoletti, 1954.


Alice in wonderland, illustrated by Rene Cloake, 1945




Lúcia and Alice travel in a boat by the river. They talk about their adventures in the novels "The Adventures of Alice in Wonderland" (England, 1865), "Through the Looking glass and what Alice found there" (England, 1872) and "Romps of Little nose" ("Reinações de Narizinho". Brazil, 1931). Lúcia is "little nose", the character of the first Brazilian book for children. It was written in the same year of the first translation of "Alice in Wonderland" to Portuguese, both by the writer Monteiro Lobato. The stories present several curious connections.



FIG1B
Colagem de Adriana Peliano sobre a Narizinho de Voltolino (1920) e a Alice de John Tenniel (1865).


AS REINAÇÕES DE ALICE E AS AVENTURAS DE LÚCIA.

Adriana Peliano


Lúcia e Alice passeavam de barco num ribeirão que ligava o Sítio do Picapau Amarelo ao País das Maravilhas. As amigas se reuniam depois de muito tempo distantes e logo começaram a trocar confidências e figurinhas. O assunto predileto das duas eram suas próprias aventuras, cada qual uma fã incondicional das histórias da outra. Alice no país das maravilhas era o livro predileto de Narizinho. Alice, por sua vez, falava português muito bem, pois já tinha sido traduzida e publicada no Brasil pela primeira vez pelo próprio Monteiro Lobato, além de ter visitado o Sítio do Picapau Amarelo em mais de uma história do autor. 

Era uma tarde dourada e o azul do céu sem nuvens se mirava no espelho das águas que fluíam lentamente enquanto o barco deslizava rio abaixo, num fluxo de brincadeiras, memórias e revelações. O barco, vindo do Reino das Águas Claras, era encantado e precioso e a viagem era embalada por lindas canções executadas por um músico da côrte do príncipe escamado. – Deve ter sido em uma tarde como essa que Lewis Carroll contou a minha história pela primeira vez para Alice Liddell e suas irmãs, naquele memorável passeio de barco em Oxford, na época vitoriana. E foi nas margens desse riacho em que navegamos, lá perto do Sítio do Picapau Amarelo, que começaram as suas Reinações, não foi mesmo Lúcia?





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