Alice in process…

Instead of the question “Who is Alice?” there are now paths leading to what Alice might come to be…

13 Aug 2010

Alice por enquanto






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Adriana Peliano | foto: Paulo Beto


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Adriana Peliano | foto: Paulo Beto


A primeira Alice que conheci foi a do desenho da Hannah Barbera. Era uma Alice pós moderna, que ao invés da toca do coelho, caía dentro do aparelho de TV, encontrava Fred Flinstone e andava pela estrada  do mágico de Oz. Esse jogo intertextual de cruzamentos de universos ficcionais conduz até hoje meu interesse por Alice e as viagens da menina por outros reinos, como o Sítio do Picapau Amarelo de Monteiro Lobato. Alice de fato conheceu Emília e Narizinho em algumas estórias do autor brasileiro.




Alice da Hannah Barbera,
a primeira de todas.





Alice e Emília por Jô Oliveira


Aos nove anos ganhei a minha primeira edição de Alice, ilustrada pelo Nicolas Guilbert. Diferente da Alice loira e comportada da Disney, essa Alice era morena e assustada, e me identifiquei logo com ela e seus conflitos em um mundo estranho onde ela tentava encontrar o seu lugar. Aos quinze anos ganhei a edição da Summus, com um complexo prefácio de Sebastião Uchoa Leite que me revelou uma nova Alice em sua complexidade literária e filosófica.



Alice ilustrada pelo Nicolas Guibert,
meu primeiro livro de Alice.



Tradução e organização de Sebastião Uchôa Leite,
o começo da viagem de pesquisa.


Na década de 90 fui visitar em Brasília, aonde vivia, uma exposição de ilustradores de Alice. Fiquei tão encantada que decidi que dali pra frente também ilustraria os livros de Alice e embarquei numa viagem nesse mundo fascinante, labiríntico e paradoxal. Ilustrei as duas obras (Aventuras de Alice no país das maravilhas e Através do espelho e o que Alice encontrou lá) com uma técnica inédita, misturando objetos, assemblagens, fotografia e computação gráfica. Essas ilustrações foram mostradas em 98 em Oxford, em Christ Church, universidade onde Carroll trabalhou e viveu, na comemoração do centenário da morte do autor.

Veja  AQUI


Oxford, 1998


Me tornei então membro das Sociedades internacionais dedicadas ao estudo e a divulgação da obra de Lewis Carroll. Naquele momento minha coleção de edições de Alice crescia rapidamente, na medida em que freqüentava sebos e encomendava edições de diferentes partes do mundo. Hoje sou membros das Sociedades Lewis Carroll da Inglaterra, dos Estado Unidos e do Japão. Continuo colecionando 
 livros sobre a vida e a obra de Lewis Carroll, edições de Alice, filmes, brinquedos e objetos curiosos. 







Ano passado decidi criar a Sociedade Lewis Carroll do Brasil para reunir outros alicinados como eu e produzir novas reinações inspiradas na obra do autor. Já fizemos um grande evento multimídia com música, literatura, cinema e artes plásticas. Tenho dado também uma série de palestras sobre a história das ilustrações de Alice e workshops onde as pessoas recriam Alice no imaginário caleidoscópico contemporâneo, através de colagens e livre associações. A Sociedade tem quatro blogs onde publico centenas de informações interessantes sobre o assunto, entre arte, teoria e variedades.

Blogs da Sociedade:




Adriana Peliano | foto: Paulo Beto

Adriana Peliano | foto: Paulo Beto




Saiu uma matéria sobre minha coleção alicinógena nesse SITE da abril coleções.


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